Fernanda Santana "
Meu design não é sobre telas, é sobre como as pessoas pensam."

6 coisas que aprendi no meu primeiro teste de guerrilha [UX RESEARCH]

2 min read

O primeiro teste de guerrilha a gente nunca esquece. É uma mistura de desconhecido com ansiedade de descobrir algo novo.

Bem, isso foi o que senti na primeira vez que fui para a rua. Então, com o intuito de facilitar e ajudar nas suas experiências de guerrilha, resolvi escrever 6 coisas que você deve saber antes de sair e começar a conversar com pessoas.

Antes disso…

O que um teste de guerrilha?

É uma técnica que consiste na aplicação de um teste informal com usuários que não fizeram parte de um recrutamento prévio.

Esta técnica oferece agilidade para executar testes em produtos, validar fluxo e os textos de navegação, coletar insights e elaborar melhorias para os produtos testados.

Além disso, o teste de guerrilha proporciona uma boa amostragem de respostas suficiente para validar o que está sendo testado (isso tudo dependendo da quantidade de pessoas que você conversou).

O custo do teste é mínimo pois você não precisa utilizar um ambiente fechado e preparado para o teste (com câmeras, cadeira, comida, brindes), seus usuários não se deslocam e a alimentação é apenas da equipe envolvida.

Ganhando uma água de coco do usuário entrevistado.

O que você precisa saber antes de ir para a rua.

1. Planeje

Antes de qualquer coisa, verifique por várias vezes seu protótipo navegável. Peça para outras pessoas do seu time também testar o protótipo, pois é comum que a gente fique viciado no fluxo e com isso acabe deixando alguma coisa passar.

Recomendo gastar um tempo a mais nessa etapa inicial, porque não vai ser legal você ver um erro de navegação durante o teste com um usuário, não é mesmo?

Por isso tenha paciência e muita calma na hora de planejar o produto ou solução que será testado. Escreva um roteiro de entrevista com a abordagem e perguntas para você fazer ao usuário durante o teste.

Exemplo de perguntas a serem feitas em um teste

2. Use um sapato confortável

Acredite, essa pode ser uma dica que você vai achar desnecessária, mas no teste de guerrilha o principal ponto é andar para encontrar pessoas dispostas a fazer seu teste.

Imagine andar por 4 horas usando um sapato que te machuque?

Isso vai mudar seu humor, mudar sua expressão facial, pode dificultar a abordagem dos usuários e também não vai ser uma atividade nada divertida pra você.

3. Ouvir o que não precisa

Não é bem ouvir o que não precisa, mas durante um teste de guerrilha você vai conversar com as pessoas, e dependendo do produto que você está testando, as pessoas contarão sobre suas experiências pessoais e/ou sobre a empresa e isso pode desfocar um pouco do teste.

Sua missão nessa hora é conseguir guiar o entrevistado no caminho da pesquisa (por isso a importância de um roteiro).

4. Espere por um não

Tenha em mente que as pessoas não esperam ser abordadas por um profissional de UX falando sobre testar alguma solução. Isso não é uma coisa comum na rotina delas, por isso, sempre se lembre de que um “não” vai acontecer.

Uma dica sobre como abordar quem você quer entrevistar: Procure por pessoas que pareçam ociosas (em cafés, fumando, encostadas em algum local); Não convide pessoas que estão lendo, andando rápido, falando ao telefone ou fazendo uma atividade que pareçam ocupadas; Aceite a pessoa recusar fazer o teste e não insista.

Recebeu um não? Agradeça e siga em frente.

5. Não tenha vergonha

As pessoas gostam de conversar, gostam de ser ouvidas. Se você fizer uma boa abordagem, explicar com clareza o objetivo dessa conversa, existe grandes chances de muita gente parar e te ouvir.

Não tenha vergonha, teste seu protótipo com as pessoas do seu time antes de ir para a rua. Fale com amigos pessoais, se necessário. Mas não seja tímido na hora de falar com um desconhecido. Isso influenciará no resultado do seu teste de guerrilha.

6. Divirta-se!

E o mais importante de todo teste: Divirta-se!

Aproveite para conhecer pessoas, estreitar laços com seu time, aprofundar seu conhecimento em research. Entenda que todas experiência que você vive, está agregando mais no seu pessoal e profissional.

O bom do teste de guerrilha é que você ouve boas histórias.


As minhas seis dicas são essas. Se você seguir um pouco do que eu disse, acredite, seu teste vai ser cada vez melhor com o tempo. Afinal, tudo é questão de prática.

Se você tem outros métodos para fazer esse tipo de pesquisa, conta pra mim aqui nos comentários. Eu gosto muito saber como vocês trabalham. (:

Pronto para seu primeiro teste de guerrilha?

Fernanda Santana "
Meu design não é sobre telas, é sobre como as pessoas pensam."

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